E como que o nosso lixo foi parar lá?

Onde fica o lugar mais isolado do planeta?

E como que o nosso lixo foi parar lá?





Cansado da vida? pensando em tirar umas férias de tudo e de todos? então você precisar conhecer o Ponto Nemo!

O ponto mais distante da terra firme, por exemplo, é conhecido como "polo oceânico de inacessibilidade" . Fica a 1,6 mil km equidistantes das costas de três ilhas já bem isoladas: a ilha Ducie (um atol que integra as ilhas Pitcairn), ao norte; Motu Nui (posse chilena perto da Ilha de Páscoa), a nordeste; e a ilha de Maher (na costa da Antártida), ao sul.

Como o nome parece pomposo demais, o lugar recebeu o apelido de "Ponto Nemo", em homenagem ao famoso anti-herói dos romances de Júlio Verne, o Capitão Nemo. O nome significa "ninguém" em latim, o que cai bem para um local raramente visitado por humanos.



O Ponto Nemo é um lugar tão peculiar que, os humanos mais próximos dali, são os astronautas da Estação Espacial Internacional, que orbitam a Terra a uma distância de 416 quilômetros do nível do mar.


Mas, e a parte do lixo... como nosso lixo chegou lá?

Falando em astronautas...

Por ser local mais isolado do mundo, toda a região em torno do lugar é bastante conhecida dos astrônomos. As agências espaciais da Europa, da Rússia e do Japão o utilizam há muitos anos como "lixão" porque é o ponto do planeta com menos habitantes humanos e uma das rotas de navegação mais tranquilas. Estima-se que aproximadamente cem naves descontinuadas estejam neste "cemitério" descansando em paz e que paz, hein!

Segundo a arqueóloga espacial Alice Gorman, os pedaços das naves aposentadas estão espalhadas pelo leito oceânico, as quais servem, assim como navios naufragados em outros locais, como abrigos para a vida marinha como um todo. Ou seja, desde que não haja vazamento de combustível --o qual, com certeza queima na reentrada da atmosfera--, não há nenhum risco para a vida marinha.

Porém... 
Por ser uma área tão distante da costa, os ventos não conseguem carregar matéria orgânica até lá, sendo difícil a existência de variedades de espécies. Acredita-se que os seres que habitam o local seja composto por bactérias, por ser uma área  que fica próximo ao extremo sul de uma linha submarina de atividade vulcânica que marca a fronteira entre as placas tectônicas do Pacífico e de Nazca. Uma boa quantidade de magma se instala nas fissuras e cria sistemas de ventilação hidrotermal que expelem água quente e minerais.

 Trata-se de um ambiente de condições extremas, mas propício à proliferação de bactérias. Estas, por sua vez, sustentam criaturas maiores como o caranguejo-yeti (Kiwa hirsuta), observado pela primeira vez em 2005.



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