S entidos como a visão e o olfato mandam mensagens para o cérebro, que reage de forma superprevenida. Vale a pena a leitura abaixo:  ...

Por que vomitamos ao ver algo nojento?

Sentidos como a visão e o olfato mandam mensagens para o cérebro, que reage de forma superprevenida. Vale a pena a leitura abaixo: 



Quando ingerimos algo que faz mal ao corpo ele normalmente expele o conteúdo. É uma reação de proteção, provocada quando o organismo entra em contato com a substância considerada tóxica. A questão é: por que vomitamos, às vezes, apenas ao ver ou sentir o cheiro de determinadas coisas, apenas por achar nojento?

A explicação é basicamente a mesma: trata-se de um mecanismo de proteção do corpo. No caso, um pouco mais complexo, pois envolve diversos sentidos (a visão, o olfato) ligados ao sistema nervoso, que se comunicam e mandam mensagens ao cérebro para que ele, por sua vez, emita o comando de contração do estômago.

“Os estímulos para o vômito são detectados por receptores sensoriais e propagados até o centro do vômito no tronco encefálico”, explica Francemilson Goulart da Silva, professor do departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Biologia da USP. Essa região cerebral é conhecida como "centro do vômito". Cheia de receptores, ela funciona como uma zona de gatilho, que desencadeia a reação que leva ao vômito quando recebe informações para tanto.

Segundo o professor, o centro do vômito ativa uma sequência de eventos caracterizados por inspiração profunda e contração dos músculos abdominais, condição que aumenta a pressão intra-abdominal, comprime o estômago e favorece a saída do seu conteúdo para o exterior, através da boca.

A ação da memória
Coisas com má aparência ou que cheiram mal geralmente são tóxicas ao corpo, então ele reage antes mesmo de entrarmos em contato direto com elas. O corpo está, de certa forma, sendo superprevenido.



O mecanismo funciona igual quando nos aproximamos de algo que já nos fez sentir mal em outra situação, pois esses sentidos estão bastante associados à memória.

Isso explica, também, porque as consideradas “coisas nojentas” têm efeitos diferentes nas pessoas: alguém que cresceu numa fazenda, por exemplo, provavelmente não se sentirá nauseado ao ver o abatimento de um animal. Isso porque a cena não lhe traz uma impressão ruim, como a carne viva provavelmente traria a alguém da cidade.


O cérebro, ainda, pode ser treinado, os sentidos, adaptados e o comportamento, modificado. É a partir do contato constante com tripas, sangues e ferimentos, por exemplo, que médicos se adaptam a uma cena que a princípio causa repulsa.



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